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XIII a.C.
Moisés foi um profeta e legislador de Israel cujas ações estão descritas nos livros do Pentateuco: Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Seu nome é egípcio e a lenda fala de um menino abandonado e salvo das águas do Nilo pela filha do faraó. Parece que, cerca de 1230 ou 1250 a.C., Moisés retirou-se para meditar no Sinai, onde teria recebido uma mensagem divina para libertar os judeus refugiados no Egito e submetidos a duras condições de cativeiro e escravidão. Conseguiu unificar vários clãs hebreus partidários de regressar à Palestina e iniciar com eles uma grande viagem até a Terra Prometida, fugindo da perseguição do faraó egípcio Ramsés II.

Para sair do Egito Moisés poderia seguir por várias trilhas em direção a Palestina, não havendo necessidade de uma travessia do Mar Vermelho. Mas, para escapar dos egípcios, que decidiram recapturar os escravos em fuga, Moisés conduziu os hebreus através de um caminho incomum, atravessando o Mar Vermelho, no momento de maré baixa. Quando os egípcios chegaram, a maré alta os deteve.

Junto a escravos de outras origens, sob a liderança de Moisés, os hebreus penetraram no deserto rochoso que cobre a península do Sinai. A esmagadora maioria desses escravos, devido à rudeza da escravidão que retira dos espíritos fracos os anseios nobres, embora mantenha o ideal de liberdade, encontrava-se revoltada, brutalizada e reduzida à satisfação das necessidades primárias. Moisés passou a conviver com o seu povo no deserto. O cotidiano era marcado pela fome e sede. Nessas circunstâncias, em que a adversidade prepondera, só a dor e o instinto de conservação conseguem domar o homem.

Como se observa, foram leis temporárias, elaboradas para determinado povo num período histórico, onde a disciplina deveria suplantar tudo mais. As práticas mediúnicas também foram abolidas dos costumes, pois, na qualidade de extraordinário médium, Moisés sabia dos malefícios que se podia esperar das sintonias mentais daquela gente. Seria necessário que toda uma geração passasse para dar lugar a uma outra, livre e sem os traumas do sofrimento e da revolta, para formar uma unidade racial, política e religiosa, com características próprias e sob a égide de um Deus único.

Por isso, 40 anos vagariam pelo deserto, até que morresse toda a geração escrava, para que só os nascidos em liberdade pudessem entrar na Terra Prometida. Foi nessas circunstâncias que aconteceram fatos que iriam influenciar a humanidade por séculos e que ainda hoje têm profundo significado.

Moisés, que sempre esteve amparado por seus guias espirituais no cumprimento da sua missão, recebeu, no Monte Sinai, os Dez Mandamentos, que mais de mil anos depois haveriam de ser reiterados pelo maior de todos os missionários: Jesus Cristo.

Segundo a tradição, Moisés, grande líder do povo hebreu, gênio militar e político, legislador e médium, morreu aos 120 anos. Ainda pôde avistar ao longe, do alto do Monte Nebo, o alvo da sua promessa: a Terra Prometida.